COMO POSSO ESQUECER A MINHA TERRA?




COMO POSSO ESQUECER A MINHA TERRA?


Como posso esquecer a minha terra
Que provoca, dentro em mim, tanto apego?
Meu torrão, meu lugar, meu aconchego...
Meu Pilar que tanta beleza encerra!

Como posso esquecer a minha terra
Que me provoca alegria quando chego,
Vendo o mundo rural de Lins do Rego
Que a rústica paisagem desenterra.

Como posso esquecer-me deste chão
Que revigora, em meu peito, o coração
E me faz decantá-lo, como meta...

Se for para esquecer, um só momento,
O torrão em que nasci — eu lamento —
Mas prefiro esquecer que sou poeta!



LIVRO: POESIA CRISTÃ


"Este livro é bastante útil para professores, pregadores, pastores e outros que desejam viver a vida de forma que agrade a Deus e ao próximo. É uma boa opção para o enriquecimento de sermões e palestras e com certeza corresponderá aos anseios de quem o utilizar.
Antônio Costta é o mais dedicado autor de poesias cristãs da nossa região. Presbítero da Assembleia de Deus em Itabaiana, tem alcançado um novo plano de qualidade no campo da poesia sacra. A sua influência entre os formadores de opinião na sua cidade e fora dela já é de bom tamanho, mas Antônio Costta dá a Deus a quem serve, as devidas honra e glória para todo o sempre. Amem."

Pr. Enilson de Morais
(Pastor da Assembléia de Deus de Itabaiana/PB)

***

"No livro Poesia Cristã, Antonio Costta sintetiza sua conversão ao Senhor, dizendo:

"Meu grande sonho era ser um escritor, 
Um poeta consagrado como um rei;
Para o mundo meus poemas declamei,
Mas agora sou poeta do Senhor!"

Ao ler os escritos do livro Poesia cristã, senti a unção divina ser aspergida na minha alma. Com franqueza, a lâmpada dos versos clareou os recônditos da minha introspecção, a fé em Cristo subiu a níveis estratosféricos, o meu sentimento foi purgado. Que Deus continue colmando de cores os seus sonhos, pois você é um instrumento de evangelização.
Os escritos do livro Poesia cristã são mensagens edificantes. Cristo está contigo, meu irmão! Cada poema dessa obra é uma forma mística de compreender os aspectos vitais, adentrar os umbrais da eternidade. Por meio da Palavra, você outorga refrigério aos desvalidos, desfaz a ilusão do hedonismo, reveste de regozijo todo aquele que feneceu para as primícias do verdadeiro fundamento.

Newton Hemiliano de Lima
(Poeta e escritor paraibano)


***

"Os sonetos que compõem este volume do poeta António Costta concentram em si um único Eu poético, não o poeta, mas Cristo. Entenda-se, o poeta e a sua verve são o meio, Jesus Cristo é o Fim último, por isso estamos diante de uma poesia sem outro rótulo religioso, que não seja “poesia cristã”.

Os sonetos aqui dados ao público, são como um trabalho em burilada peça de arte que eu designaria anti-soneto “O Convertido” do lusitano Antero de Quental ( Açores, 1842-1894). Este termina aquele soneto assim, depois do verso “Virou-se para Deus minha alma triste”: “Amortalhei na Fé o pensamento, / E achei a paz na inércia e esquecimento…/ Só me falta saber se Deus existe!”. Ao contrário, António Costta escreve, reunindo em inúmeras vezes, o que decorre da sua conversão genuína: “Pois agora quero só louvar a Deus / Co’a esperança de um dia morar nos céus/ Para no “Grande Coral” cantar louvor!... // Não idolatro mais ninguém da “Academia” / Pois consagrei toda minha poesia.../ A serviço do meu Rei e meu Senhor! “ 

Estes sessenta e dois sonetos são, acima de qualquer enfoque crítico literário, uma pregação, o querygma em forma poética. Realizam-se todos eles sem excepção, de facto, como uma Mensagem Evangelística desde o púlpito da Poesia."

João Tomaz Parreira
(Poeta e Escritor - Lisboa - Portugal)

Para adquirir o livro "Poesia Cristã" impresso clique neste link:



CD POESIA CRISTÃ

Baixe gratuitamente CD contendo 30 sonetos do livro Poesia Cristã (de autoria do poeta Antonio Costta), recitados, com fundo musical, pelo locutor da Rede Globo Nordeste - Jô Santos. Excelente para programas de rádios e evangelização pessoal.
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10 SONETOS - ANTONIO COSTTA


A INGRATIDÃO DA HUMANIDADE


A ingratidão, meu Deus, esta pantera
Que habita o coração da humanidade,
Ignorando o amor e tua bondade,
Chamando-te até mesmo de quimera!

A ingratidão, meu Deus, no mundo impera.
Fazer o bem parece iniquidade!
O agradecimento é leviandade,
Sempre da parte de quem não se espera!...

É contumaz, meu Deus, homens ingratos,
Comer teu pão, depois cuspir nos pratos,
Ignorando o amor com que fizeste!...

E se lhes pede comida, um faminto,
Ignoram o pobre no recinto,
Negando repartir do que lhes deste!...


A FALSIDADE DESTE MUNDO

Neste mundo é tamanha a falsidade
Que a verdade, de repente, ocultou-se;
A mentira transformou-se em verdade
E a verdade, em mentira, transformou-se!

Porventura alguém sabe onde a verdade
Neste mundo hodierno extraviou-se?
Em que parte do planeta a bondade
Inda não, em maldade, adulterou-se?

Oh Senhor, nos livrai da falsidade!
Que opera neste mundo de maldade,
Da forma mais arguta e traiçoeira...

Pois no mundo a maldade não se espira:
A verdade transformou-se em mentira
E a mentira — em verdade verdadeira!


AMIGOS DE APARÊNCIA

Cuidado co’os amigos de aparência
Que cercam nossa vida, meu irmão.
Fazê-los confidentes — que imprudência!
Pois não contemplam Deus no coração.

Cuidado co’os amigos de aparência,
Fingindo-nos ter amor e união;
Planejando só o mal (com paciência)
Figurados de ovelha... de cristão!

É mister que tenhamos mais prudência,
De tudo o que falamos, na essência,
Pra não incendiarmos u’a floresta!...

Busquemos no Senhor mais sapiência
Pra fugir dos amigos de aparência
Que acreditamos bons, mas que não prestam!


FALSIDADE

Falsidade, fator de rima fácil
Facilmente encontrado todo dia;
Quer seja na nobreza, em modo grácil,
Ou nos servos da noite nua e fria.

Falsidade, palavra que associa
A calúnia, a mentira e a perdição.
Falsidade, o que Judas fez um dia,
Contra Cristo, ao tramar a traição!

É triste praticar a falsidade
Contra quem nos amou com lealdade
E nunca nos deixou sofrendo a esmo...

Ensinando pra toda humanidade
Que amassem uns aos outros de verdade,
Da maneira que amamos a nós mesmos!


NEM TUDO QUE RELUZ É OURO OU PRATA

Nem tudo nesta vida nos convém,
Paulo escreve deixando bem explícito:
“Tudo é bom, mas nem tudo nos é lícito”,
Provai tudo, mas só retende o bem!

Precisamos enxergar mais além,
Há espinhos nas flores do jardim;
O mundo se camufla para mim...
Porque nem todo abraço amor contém!

Preciso de Jesus na minha vida,
Pois o caminho é estreito e tem subida,
E não posso abandonar minha cruz...

Pois a vida a cada dia nos retrata:
Nem tudo que reluz é ouro ou prata...
E só existe uma esperança: é JESUS!


PÁSSARO FERIDO

Pássaro ferido na fria calçada
Como um condenado a viver ao chão,
Quem se importa com sua asa quebrada?
Seus sonhos alados na imensidão?...

Qual o motivo? Qual foi a razão
Dessa maldade contra um indefeso?
Inveja do voo?... Da sua emoção?...
-Pássaro ferido sentindo-se preso!

Oh dias vividos! Oh noites sonhadas!
Por que tanto ódio, pessoas malvadas?
As asas do sonho - por que quebrar?...

Às vezes me sinto, em horas marcadas,
Qual passarinho de asas quebradas...
Por tanto na vida viver a sonhar!


O HOMEM E O PÁSSARO NA MESMA GAIOLA

Coitado do homem da grande cidade,
Trancado em casa por trás do portão,
Qual passarinho sem ter liberdade,
Quase vivendo em igual condição!

Os dois na prisão cantando saudade,
O pássaro, o homem no mesmo refrão;
Um por causa da humana crueldade,
E o outro com medo do astuto ladrão!

Coitado do homem, nem se dá por conta
Que a liberdade ele mesmo afronta,
Mantendo o pássaro em uma prisão.

Na realidade ele está mais preso
Do que o passarinho que vive a esmo,
Sem compreender o motivo, a razão!


COMO POSSO ESQUECER-ME DA POBREZA?

Como posso esquecer-me da pobreza
Que campeia neste mundo desigual?
Consequência de injustiça social,
De governos que só olham pra riqueza!

Como posso esquecer-me da tristeza
Que assola parte da população?
Sem acesso a saúde, educação...
E emprego para por o pão na mesa!

Como posso concordar co’o sistema
Que fomenta a pobreza, como lema,
Para terem essa classe como presa?...

Presa fácil para as suas eleições,
Comprando a consciência de milhões
De pessoas vulneráveis na pobreza!


SOLIDARIEDADE

Há tanta gente carente pela rua,
Tanta gente mendigando o próprio pão;
Não viva só de glória a Deus e aleluia...
De que adianta a oração sem a ação?

Há tanta gente dormindo no sereno
Necessitando de agasalho e colchão;
Há tantos órfãos, também tantas viúvas...
Meu amado sinta a dor do teu irmão!

Glorifique do Senhor Seu santo nome,
Dê carinho e também pão a quem tem fome
Que terás a recompensa lá no fim.

Foi Jesus Cristo quem deixou este ensino:
Quem ajudar a um desses pequeninos
Na verdade está fazendo para mim!


ESTENDE AS TUAS MÃOS

Estende as tuas mãos aos necessitados,
Aos que passam por grandes provações;
Pois saiba que nos Céus são registrados
Todo bem que fizerdes - tuas ações...

Estende as tuas mãos aos desabrigados,
Aos que passam nas ruas suas aflições;
Aos que pedem um pão, desesperados,
E mendigam afeto aos corações!...

Atentai p'ra sua dor, para os seus gritos,
E estende as tuas mãos para os aflitos,
Que carecem de amor, felicidade...

Recolher as tuas mãos é grande risco,
Pois quem sabe o pedinte é Jesus Cristo,
Disfarçado, pra provar tua caridade!...

Antonio Costta

COMENDA JOSÉ LINS DO REGO E LANÇAMENTO DO LIVRO "PENSAMENTOS DE UM POETA"

Quero agradecer, de coração, a Câmara Municipal de Pilar, representada por seu presidente Landoaldo Cesar, pela honrosa Comenda de Mérito Cultural José Lins do Rego, concedida a este simples poeta, no dia 04 deste mês de junho de 2017, durante as festividades da Semana Cultural José Lins do Rego, em minha querida Pilar/PB.
Que Deus continue abençoando a todos e iluminando sempre o nosso caminho.

"Tudo tem o seu tempo determinado, 
e há tempo para todo propósito debaixo do céu:
... tempo de plantar e tempo de colher o que se plantou." 

(Eclesiástes 3-1,2)
















Antonio Costta e o jornalista Frutuoso Chaves







O livro Pensamentos de um Poeta, poderá ser adquirido 
no site do Clube de Autores, através deste link:


MENINO DE ENGENHO (Poema/homenagem à José Lins do Rego)


MENINO DE ENGENHO

A infância melhor
Do mundo é a que tenho,
Sou menino feliz,
Sou menino de engenho.

O Engenho Corredor
É meu palco de amor,
Pois na bagaceira
É que tem brincadeira,
Com o Moleque Ricardo
É que aposto carreira.
E é na Casa Grande
Que tem um pomar,
Que têm pés de banana,
Têm pés de cajá,
Têm pés de pitomba
E tem Zefa Cajá!...

A infância melhor
Do mundo é a que tenho,
Sou menino feliz,
Sou menino de engenho.

Tem trem apitando,
Chegando a Pilar.
Capitão Vitorino
Querendo brigar,
Tem cheia do rio
Com tudo a arrastar,
Meu avô socorrendo
O que dá pra salvar.
Tem noite estrelada,
Tem noite medonha,
Têm história contada
Pela Velha Tontônia!
E tem cangaceiros
Por todo o terreiro,
Antonio Silvino
Querendo dinheiro. 

A infância melhor
Do mundo é a que tenho,
Sou menino feliz,
Sou menino de engenho.

Sou menino treloso,
Brincando na vida,
Banhando-me nas águas
Do Rio Paraíba,
Levando capim
Pro carneiro Jasmim,
Levando uma flor
Pra Zefa Cajá,
Ouvindo cantar
O meu Marechal,
Canário da terra
Mais especial.

A infância melhor
Do mundo é a que tenho,
Sou menino feliz,
Sou menino de engenho.

Mas viro Doidinho
Quando vou estudar,
Sentindo saudades
Do velho Pilar,
Da Tia Naninha
A me consolar,
Da velha Tontônia
No engenho a contar
Histórias bonitas
Pra gente sonhar,
Do Moleque Ricardo
Querendo brincar
E dos banhos de rio
Com Zefa Cajá!

Minha infância querida
Cantar aqui venho;
Fui menino feliz,
Fui menino de engenho.

O tempo passou
Com força de enchente,
Vi-me de repente
Sendo promotor,
Mas o menino de engenho,
Lá do Corredor,
Não quis me deixar,
Com saudade, sem par,
Lembrei meu avô,
Tornei-me escritor,
Cantei meu lugar!

Minha infância querida
Cantar aqui venho;
Fui menino feliz,
Fui menino de engenho.


(Autor: Antonio Costta)

PENSAMENTOS DE UM POETA

Disponibilizei meu novo livro "Pensamentos de um Poeta" (em português e espanhol) 
por um preço promocional, no site do Clube de Autores.


Caso deseje adquirir, clique neste link: 

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TRADUZINDO-ME

(Parodiando Ferreira Gullar)

Uma parte de mim é calmaria,
a outra parte é chuva e ventania;
uma parte de mim é solidão,
outra parte é barulho, é multidão.

Uma parte de mim segue a emoção,
outra parte caminha pela razão;
uma parte de mim é corajosa,
outra parte é prudente e temerosa.

Uma parte de mim é tão idosa,
outra parte de mim inda é criança;
uma parte de mim é tão teimosa,
outra parte é calma... é temperança!

Uma parte de mim é de direita,
outra parte de mim socialista;
uma parte de mim não é perfeita,
outra parte modela o seu artista.

Uma parte de mim é utopia,
outra parte de mim — realidade;
uma parte de mim é antipatia,
outra parte é plena amabilidade.

Uma parte de mim é poesia,
outra parte é prosa cotidiana;
uma parte de mim é melancolia,
outra parte é alegria soberana.

Porém minha vida só se completa
quando estás ao meu lado — minha amada!
Pois longe da vida deste poeta,
minh'vida se parte - não sobra nada!...

Antonio Costta



PRÊMIO POETISE 2016

















Compartilho com meus amigos a minha alegria de ter um poema classificado no Concurso Nacional Novos Poetas, Prêmio Poetize 2016.

O Concurso Prêmio Poetize 2016, recebeu no período de 05 de setembro a 05 de dezembro de 2015, o total de 2.420 inscrições de todo o Brasil.

A Vivara Editora informou que recebeu da comissão julgadora no dia 18 de dezembro, a lista protocolada dos 250 candidatos classificados no processo seletivo.

O meu soneto "Viver é Amar" foi classificado e fará parte do livro: "Antologia Poética, Prêmio Poetize 2016".

Estou muito feliz em fazer parte desta grande comunidade literária.

Lista dos Classificados publicada em 20 de dezembro de 2015:

PRÊMIO SARAU BRASIL 2015

O meu poema “Verde que te quero verde” também foi classificado, entre os 3.012 inscritos, no Concurso Nacional Novos Poetas, Prêmio Sarau Brasil 2015, para compor uma antologia poética, lançada pela Editora Vivara, com os 250 melhores poemas do concurso.  http://www.concursonovospoetas.com.br/ 


“VERDE QUE TE QUERO VERDE”

(Inspirado no verso de Frederico Garcia Lorca)

Verde que te quero verde
Na floresta enverdecida;
Verde cada vez mais verde
No palco verde da vida!
Como era a vida tão verde,
Como era tão verde a vida!
Verde vida vida verde
verde verde vida vida! 
Mas o verde que gera vida 
Fora dos olhos mais verdes 
Virou deserto sem vida 
Virou floresta queimada, 
Virou poeira e carvão 
Que se levanta na estrada!
Virou conjunto de casas 
Virou um solo asfaltado.
Oh! Homem que o verde tira,
Que atira fogo no verde;
Por que fazer sua mira
No alvo verde da terra?
Não vê que faz uma guerra,
Que contra a si mesmo atira?
E quando em que verde vira
Diferente é sua lira!
É o verde horizontal
Do vasto canavial.
Não é verde replantado:
É verde vasto de soja
E dos cercados de gado!
Pois acha mais importante
Enriquecer num instante,
Empobrecendo o futuro;
Não ter oxigênio puro,
Não ter floresta nem nada; 
Não ter pássaro que cante, 
Não ter uma onça pintada;
Um verde mais verdejante,
Viçoso com a invernada!

ANTONIO COSTTA - ENTREVISTA PARA TV ASSEMBLÉIA

Este vídeo contém minha participação 
no programa Nossa Paraíba da Tv Assembléia.





POESIA REUNIDA


Minha produção poética de 2003 a 2015
já está disponível no Clube de Autores
inclusive em um único volume (558 páginas).
Informações neste link:

MEUS LIVROS NO CLUBE DE AUTORES


POESIA REUNIDA


Este livro contém meus principais poemas publicados no período de 2003 a 2015. 

Meus livros estão disponíveis no Clube de Autores.
Informações neste link:

MEU CD POESIA CRISTÃ
(de presente para você)
Meu CD "Poesia Cristã" - contendo 30 sonetos de minha autoria, recitados, com fundo musical, pelo grande locutor da Rede Globo Nordeste - Jô Santos. Excelente para programas de rádios e evangelização pessoal.
Para baixar o CD basta clicar neste link: 



"A Moça do Coreto"

Um rapaz... uma moça... um sentimento...
Uma linda história de amor que vai impactar seu coração!


ALGUNS COMENTÁRIOS ACERCA DO LIVRO:

"Antonio Costta com “A Moça do Coreto” reafirma seu compromisso com a poesia popular nordestina da melhor qualidade, em momento de louvor a um patrimônio histórico que é o símbolo de nossas tradições culturais, o centenário coreto da Praça Manoel Joaquim de Araújo, na nossa Itabaiana do Norte.

Fábio Mozart
Poeta e Jornalista – João Pessoa/PB

***
Com “A Moça do coreto” uma nova geração passa a conhecer mais desses pequenos espaços físicos, e muito mais que isso, será tocada por uma estória que começou num coreto, teve continuidade em um altar, e resistindo ao tempo tornou-se estória de um amor imortal.

João Victor da Silva
Poeta de Sapé-PB

***

Que maravilha de cordel que entrega de vez a posição de Antonio Costta enquanto escritor (...) Ao longo dos seus três séculos de existência, poucos Coretos terão homenagem tão cristalina e sincera quanto essa que me atrevo a apresentar feita por quem entende de saudade e de letras.

Efigênio Moura
(Escritor paraibano)

***

O poeta Costta desenrola essa ode com o cheiro das flores do campo e os cânticos do passaredo, entremeando com os obstáculos do preconceito, para um tempero mais apurado, porém fechando com um final de grande alegria, como em noite de retreta.
O livro “A Moça do Coreto, entretanto, não é só paixão de cinema. É também um reflexo dos encontros do poeta com a poesia, nas suas mais diversas formas de revelações.

Poeta Sander Lee
(Presidente da Academia de Cordel do Vale do Paraíba)

Para acessar a página do Clube de Autores basta clicar neste link:
https://www.clubedeautores.com.br/book/185762--A_Moca_do_Coreto#.VXPIpNJVgoI


Trecho do livro:

(...)

Com seu vestido de chita
Que usava com tanto gosto,
Somente um laço de fita
No cabelo estava posto,
Mas o doutor se encantou,
Jamais no mundo encontrou
Olhos tão belos num rosto!

O doutor olhou profundo
Nos olhos da cor do céu,
Nunca viu em todo mundo
Olhar tão puro e fiel,
Como o da moça morena,
Seu sorriso era um poema
E a voz doce como mel!...

Foi no centro do coreto
Que esse fato aconteceu,
Que a chama do amor, no peito,
De repente se acendeu.
Uma história tão bonita,
Que lembrando a gente fica
De “Julieta e Romeu”!

(...)
Foi aí que essa notícia
De repente se espalhou,
Uns diziam: “que coisa linda!”
Outros: “doutor endoidou!”
“Como pode um rapaz nobre
Namorar u'a moça pobre?”
“Por certo lhe enfeitiçou!”

(...)
Mas grande dificuldade
Estavam por enfrentar,
O pai de Doutor Luiz
Não quis namoro aceitar.
Pois o rico fazendeiro
Só pensava que dinheiro
A moça queria tomar!

“Meu filho tome juízo!
Mas que tristeza! que horror!
Paguei estudo em Recife,
Eu lhe fiz ser um doutor
Pra me dá esse desgosto?
Se apaixonar pelo rosto
Da filha dum agricultor!”

(...)
Foi marcado o casamento
Para uma noite de abril,
O pai chorou de desgosto,
Tamanha raiva sentiu.
“Que coisa triste, meu filho,
Você saiu do meu trilho,
Por essa moça que viu!”

Ele pensou em matá-la,
Mas depois voltou atrás,
Pois certamente a bala
Lhe feriria muito mais;
Pois sentiu no coração
Que nunca teria o perdão
De seu filho Luiz Ferraz!

(...)
Finalmente chega o dia
Do casamento marcado,
Julião, o pai do noivo,
Estava muito arrasado.
Querendo, de alguma forma,
Mudar lei, mudar a norma,
Ver o casório acabado!

(...)
Dr. Luiz de mãos dadas
Com Rosa Maria seguiu
Para o lugar mais bonito
E mais importante que viu,
Quando nu'a noite de festa,
Ouvindo o som da orquestra,
Seu grande amor descobriu!

E Rosa Maria de branco
Subiu os degraus do coreto,
Foi tanta emoção e encanto
Quando ela disse: “eu aceito”;
Quando o noivo tirou o véu
E beijou os lábios de mel
Com todo amor de seu peito!